Formação

Todas as estratégias referentes ao ensino remoto, incluídas no desenho do plano de ação e colocadas em prática na fase de implementação, precisam ser previstas em formação para gestores e professores. Alunos e seus familiares também devem aprender como estudar dessa nova maneira. A preparação da comunidade escolar é essencial para o sucesso do ensino remoto de emergência.

No caso do Simplifica em Rede, o programa prevê uma trilha formativa de cinco webinars para que professores e gestores sintam-se seguros para enfrentar esse desafio. O passo inicial dessa trilha traz uma contextualização do momento, em que os educadores se veem com essa tarefa para a qual não estavam aptos. É o webinar  Como se preparar para o ensino remoto de emergência.

O segundo webinar tem o objetivo de abordar estratégias para o engajamento de pais e responsáveis: Como apoiar as famílias na rotina pedagógica do ensino remoto de emergência. O terceiro trata de algumas ferramentas à disposição dos professores para o trabalho a distância com os alunos: Ferramentas digitais interativas: Como potencializar o ensino remoto de emergência.

O quarto webinar traz os autores das trilhas Simplifica para contar sobre as metodologias usadas, a literatura consultada e construção do material. É a Roda Viva Simplifica: Respondendo às suas dúvidas sobre a plataforma. O último webinar ajuda os educadores a se preparar para acompanhar a aprendizagem no ensino remoto de emergência, incluindo, por exemplo, formas de se comunicar com os alunos: O que é necessário considerar para acompanhar a aprendizagem no ensino remoto de emergência.

A preparação dos professores para usar as ferramentas escolhidas pela rede pode ser feita por meio de tutoriais. No caso das trilhas do Simplifica, estão disponíveis dois: um que ensina a fazer o cadastro e outro que mostra como acessar os conteúdos. Formações específicas também são preparadas, em modelos que propõem inclusive tarefas a serem realizadas pelos docentes dentro da estratégia Sala de Aula Invertida (leia caso inspirador).

O programa Simplifica em Rede complementou essa formação promovendo rodas de conversa com especialistas, voltadas prioritariamente às equipes das secretarias. A primeira delas tratou de dois temas: centro de mídias, essencial para as redes que querem utilizar a TV para fazer chegar os conteúdos aos estudantes; e dados patrocinados, estratégia que possibilita a alunos que não têm internet em casa acessar as atividades disponibilizadas pela rede sem gastar seus dados móveis. O evento possibilitou às redes trocarem experiências (veja infográficos focando o centro de mídia e os dados patrocinados, em que os aprendizados foram sistematizados).

Uma segunda roda de conversa abordou estudos e normativas que permeiam o processo de volta às aulas presenciais. Entre os pontos abordados estão formas de organizar horários e turmas, medidas de segurança a serem adotadas e possibilidades de computar as horas de ensino remoto na carga horária de professores e de alunos (leia a sistematização dessas informações).

As redes podem promover formações também no contexto local, se valendo, por exemplo, da metodologia roda de conversa. É interessante chamar especialistas para trocar experiências com os docentes sobre as questões que mais os afetam nesse cenário. Outro foco é a capacitação para o uso de ferramentas úteis nesses tempos de isolamento, como as que permitem realizar reuniões on-line – por exemplo, Zoom e Google Meet – e registros, como o mural eletrônico Padlet. 

Vale lembrar que o planejamento de todas as formações deve prever a ampla divulgação para que os professores efetivamente participem. Assim, a probabilidade de que o ensino remoto seja realmente efetivo se amplia. O alcance da estratégia deve ser verificado durante o monitoramento, descrito a seguir.